rainha do corte-final

22 de jan de 2011


Kiki rebela-se contra diminutivos. Executa movimento sinistro e delicado,
corta-os na própria carne.Liberta da doçura fatal das abelhas, solta-se
em espiral aérea...

A Rainha do corte


Kiki lê Herberto Helder:

desde
a traça alimentar à costura cirúrgica
da garganta
onde a voz rebenta
num buraco de sangue. Mas cabeças, que olham
pelos lados
novos
de gárgulas jorrando toda força
da luz interna
vivem da energia
da nossa graça ferida
da elegência. A violência envenena-me. (IN: O corpo o luxo a obra,p.93)
 
Kiki Peixoto © 2008. Templates Novo Blogger